Precisamos olhar para os nossos filhos

Meus filhos, Mateus e Miguel

Dia desses me peguei assistindo ao seriado 13 Reasons Why. Estava zapeando o Netflix, vi que havia sido lançado e dai play. Tinha lido algo sobre, mas nada aprofundado. Cada episódio é um soco no estômago, especialmente para quem é pai e mãe. A história é a seguinte: uma menina de 17 anos, que frequenta a high school americana, comete suicídio. A menina é linda, filha única, tem pais presentes e, aparentemente, amigos que compartilham das mesmas alegrias e angústias dessa fase tão difícil, questionadora e perturbadora que é a adolescência. Então, ela decide se suicidar. Em cada uma das 13 fitas, que são os 13 episódios, ela mostra o motivo pelo qual cometeu o suicídio. O episódio sempre mostra um de seus amigos cometendo bullying e até violência sexual. A pergunta que fica é: como a escola e os pais não perceberam?

Os protagonistas da série 13 Reasons Why, a atriz Katherine Langford, que vive a suicida Hanna Baker, e Dyllan Minnette que interpreta Clay Jensen

Conversando com a Viviani May, que é psicóloga infanto-juvenil, veio uma das muitas explicações: quando nós, pais ou adultos responsáveis, estamos tão profundamente ligados a nossa tristeza e infelicidade, deixamos de olhar para quem mais depende e precisa da gente: nossos filhos. Póin. Precisamos olhar para os nossos filhos. Precisamos passar tempo com eles, e não é só tempo de qualidade, é tempo mesmo, para conhecê-los (ou vai me dizer que quando você sai da maternidade já sai amando a criança incondicionalmente? Claro que não, porque esse amor também é um processo, um aprendizado, uma conquista diária). Precisamos estar atento às pequenas mudanças de comportamento e precisamos agir.

E bem nesse período que comecei a assistir à 13 Reasons Why, vem à tona casos de crianças e adolescentes vulneráveis (olha aí a questão de estarmos atentos!) que estariam sendo encorajados a tirar a própria vida ou se automutilar em desafios do jogo online Baleia Azul. O que se sabe é que esse jogo surgiu na Rússia em 2015, se espalhou pela Europa e agora chegou ao Brasil. Quem é convidado a entrar no jogo tem que cumprir 50 desafios até cometer o próprio suicídio. É simplesmente assustador. Há milhares de relatos de adolescentes no país, inclusive em Santa Catarina, sendo internados ou precisando de assistência psicológica. Mais uma vez, precisamos olhar para os nossos filhos.

Ps.: O contato da Vivi May é (48) 98432-2296

2 COMENTÁRIOS

  1. Parabéns Melissa, já me tornei tua fã. Excelentes comentários e muito bem redigidos, de leitura cativante. Amei!!
    Telma- SMOeste

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