O quê é e para quem serve o programa Springboard Brasil?

Corinne em um dos workshops. Foto: Marina Bitten

O Springboard Brasil é um programa de desenvolvimento para todas as mulheres, independente de credo, raça, profissão, idade. Ele chegou ao país, há dois anos, por meio da consultora francesa Corinne Giely-Eloi. Corinne é formada em Marketing Internacional e por mais de 20 anos trabalhou em funções internacionais na França, nos Estados Unidos e na Inglaterra. Durante sua experiência em uma multinacional americana, descobriu os benefícios do funcionamento de redes de mulheres e promoveu uma política de diversidade para suas equipes. O Springboard foi criado em 1989, no Reino Unido, pelas consultoras especializadas no desenvolvimento feminino Liz Willis e Jenny Daisley.

A consultora Corinne Giely-Eloi, minha inspiração. Foto: Marina Bitten

O objetivo é apoiar e incentivar as mulheres a enfrentarem cargos de responsabilidades, superando seus limites, medos e ansiedades para que mantenham um equilíbrio profissional e pessoal. O Springboard apoia os 7 princípios WEPs, princípios de empoderamento das mulheres da ONU Mulheres, defendendo a participação eqüitativa em todos os aspectos da vida.

Essas informações você acha bem detalhadamente no site do programa (www.springboardbrasil.com). Mas o que quero falar aqui é sobre como fiquei sabendo do programa e como foi a minha participação na Turma 7, que teve o último dos quatro workshops finalizado na metade de junho. Fiquei sabendo do programa por meio da minha amiga Ana Silvia Campos, no ano passado. Vi uma transformação profunda e consistente na Ana. Sem termos muita intimidade, a Ana me acolheu e me ouviu muitas vezes em que tive dificuldade (e ainda tenho) de uma comunicação mais assertiva e menos agressiva com meus filhos e com as pessoas que amo. Ela não me julgou. Ela simplesmente me ouviu e me mostrou que eu poderia fazer diferente. Então ela me falou sobre do Springboard, o quanto foi importante e o quanto modificou a vida dela e reverberou na família. Porque primeiro você muda o que acha que precisa mudar em você para depois reverberar nos outros (ou não).

Mas ano passado não participei porque não tinha condições de fazer as mudanças necessárias na minha vida pessoal e profissional. O Springboard, além de identificar prioridades, verdadeiros valores que nos acompanham desde sempre, reconhecer e desenvolver talentos, ele também mexe significativamente na auto-estima, na melhor busca pela assertividade, em aprender a falar o que realmente sentimentos e não nos escondermos atrás de sentimentos que vão deixando nosso coração apertado.

Então, esse ano tive o prazer e a coragem (sim, porque precisamos de muita coragem para ajustar o que nos incomoda) de fazer parte da Turma 7, que realmente aconteceu graças ao empenho da personal assistent Fernanda Matias. Fechamos um grupo de 30 mulheres e nos encontramos durante quatro meses, uma vez por mês, na sala do ICOM, no Sapiens Park. A Corinne sempre iniciava e finalizava os workshops com a meditação mindfulness, atenção plena. O que nos primeiros encontros incomodava, no final se tornou imprescindível para focar no aprendizado e estar presente aqui e agora (outra coisa bem importante que praticamos). Durante os workshops, aprendemos a definir nossos objetivos profissionais e pessoais, gerenciar melhor nossas emoções, melhorar nossa escuta e nossa comunicação, promover uma imagem positiva, ter um TPM (tempo para mim diariamente) e nos questionar profundamente se precisamos mesmo ser multi-tarefas. Quem foi mesmo que colocou na nossa cabeça que as mulheres têm/devem fazer tudo? Também recebíamos, em cada encontro, uma mulher inspiradora que compartilhava conosco sua trajetória de vida. Em alguns momentos, nos emocionamos com histórias que nos identificamos.

Além dos workshops, ganhamos um livro do programa e precisamos formar uma dupla que se reunia semanal ou quinzenalmente para discutir os capítulos e fazer os exercícios. Por isso o curso dura quatro meses. Minha dupla foi a Fernanda, e não poderia ter sido mais produtivo e enriquecedor.

O Springboard promoveu em mim uma verdadeira transformação, tanto de auto-estima, empoderamento, assertividade, quanto de saber o que não quero mais pra minha pessoal e profissional. Tenho ainda um longo caminho pela frente. Quero (e preciso) meditar mais e e melhorar minha assertividade e CNV (comunicação não-violenta), mas o importante é que o primeiro passo foi dado.

Em seguida, colocarei algumas fotos dos nossos encontros e dessas mulheres inspiradoras, de diferentes idades e profissão, que tive o prazer de conhecer e admirar.

 

 

 

 

 

2 COMENTÁRIOS

  1. Mel, seu site está lindo! Amei a reportagem! O SpringBoard ainda está reverberando para mim, e as mudanças estão sendo enormes. E a melhor notícia é que logo teremos mais um encontro! Viva!

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