Férias com a criançada: descobrindo os encantos de Foz do Iguaçu

Neste ano decidimos passar alguns dias das férias de verão em um destino diferente do tradicional, longe da praia. Fomos para Foz do Iguaçu. O destino pra lá foi escolhido bem democraticamente por mim: estava olhando passagens nos sites e vi que tinha aberto um voo direto de Floripa para Foz, então comprei as passagens e depois comuniquei ao Marcelo que passaríamos cinco dias na segunda cidade mais visitada por turistas do mundo inteiro no Brasil (só perde para o Rio de Janeiro).

Tá bem, também não foi tãããão ao acaso assim. Eu já conhecia Foz. Meu pai me levava pra lá quando era criança, e como temos dois meninos, Mateus, 8 anos, e Miguel, 5 anos, tinha certeza que eles se encantariam. E não foi diferente. Só que a Foz que conheci há mais de 25 anos estava bem diferente (ainda bem!) da que encontramos: com mais opções de passeios e com uma ótima infraestrutura hoteleira. Ficamos no Recanto Cataratas (www.recantocataratasresort.com.br). Adorei e superindico para quem tem filho. A infra é ótima: tem piscina (lembrando que lá faz uns 35 graus nesta época do ano), quadras de tênis, futebol, boliche (as crianças amaram), sala de jogos, play grounds, sauna etc. É bem completo. E o melhor? Recreação até as 22h. Meus filhos nunca ficaram com a recreação, mas desta vez o Mateus encontrou um amiguinho carioca, se empolgou, e queria só ficar lá. Até para passear reclamou. Tem um bar e um restaurante no hotel, e o bom é que as crianças não pagam para almoçar e jantar porque a alimentação, assim como transporte e entrada para os parques, são bem carinhos. Prepare-se.

No segundo dia, pegamos um táxi que nos levou até Itaipu Binacional (www.itaipu.gov.br), maior geradora de energia limpa e renovável do planeta, fornecendo cerca de 17% da energia consumida no Brasil e 76% do consumo paraguaio. Um vídeo sobre a obra e como funciona a usina é passado antes de embarcarmos para conhecer o complexo. Pegamos três ônibus, aqueles bem turísticos com o teto aberto, sabe assim, para conhecer toda a obra, atravessar o rio Paraná e ver até a obra do lado uruguaio. É gigante e interessante. Mas as crianças cansaram muito.

No terceiro dia, pegamos uma van do hotel e fizemos os passeios mais bacanas da viagem. Começamos conhecendo o Parque das Aves (parquedasaves.com.br), que fica localizado próximo às Cataratas. O parque é incrível, com mais de 1300 aves. E o mais bacana é que a gente entra no habitat delas. É realmente lindo. No final, entramos numa fila para segurar um tucano. As crianças amaram. Há outros animais, como cobras e borboletas. Vale a pena. Saindo de lá, fomos, enfim, às Cataratas (cataratasdoiguacu.com.br). A energia daquele lugar é incrível. É considerada uma das sete maravilhas da natureza. Nós descemos até a passarela onde ficamos bem perto das Cataratas. A pressão da água é tão forte, que só de passar pela passarela, já ficamos encharcados (vi muita gente comprar capa de chuva, mas não adianta, não, molha tudo). Miguel se apavorou um pouco e ficou mais no colo que no chão.

Saindo dali, tem uma praça de alimentação com hambúrguer, batata frita etc e um restaurante a quilo. Optamos pelo segundo porque as crianças não pagavam, rá. Depois, fizemos o passeio mais incrível e bacana da viagem: o Macuco Safari (macucosafari.com.br). Primeiro fizemos uma trilha com um carro aberto até chegar a um dos ponto das Cataratas (fizemos pelo lado brasileiro que é mais organizado e mais caro. Dizem que o lado argentino é lindo e mais barato). De lá, pegamos um bote até chegarmos embaixo das Cataratas. Isso mesmo. Tomamos um banho nas Cataratas do Iguaçu. É simplesmente incrível, energizante, renovador. Até o Miguelzinho, que tinha quatro anos na época, pode ir e amou demais. Dá um medinho, claro, mas é demais. Vale muito a pena.

No quarto dia, aproveitamos para descansar um pouco no hotel. As crianças queriam brincar com os amiguinhos na recreação e só saímos à tarde. Fomos no Duty Free de Puerto Iguazu, na Argentina. Como queríamos fazer compras e depois comer bife de chorizo na Argentina, contratamos um táxi, pois as vans só fazem o passeio até o shopping e voltam. Sobre o Duty Free: o que vale muito a pena comprar é maquiagem e perfumes (Chanel, Gucci, Prada, Marc Jacobs etc tem todas as marcas badaladas) e bebidas. O resto é tão ou mais caro que o Brasil. O Duty Free não é muito grande, mas tem várias lojinhas para espiar. Muita gente nos falou para irmos ao Paraguai, mas estávamos bem cansados e um pouco receosos por causa das crianças. Precisaríamos de mais um dia lá e só tínhamos mais domingo, que queríamos descansar um pouco. Saindo do Duty Free, fomos até a cidadezinha de Puerto Iguazu. É bem pequeninha, mas tem vários restaurantes bacanas que lotam nos finais de semana. Chegamos cedo, pedimos aquele bifão de carne (Marcelo adora), bebemos vinho e ficamos por ali, curtindo a noite. Quando saímos, perto das 23h, havia filas nos restaurantes.

No domingo, curtimos o hotel, jogamos boliche e tomamos muito banho de piscina (tem um bar dentro da piscina que dá para pedir drinques. Uma delícia!). As crianças amaram e nós também. Um lugar perto da gente, não muito caro e com voo direto para lá. Vale a pena!

Diquinhas

Pesquise agência de turismo que faça pacote para os passeios e programe para já ir pagando porque o que encarece Foz são os passeios e alimentação, como já mencionei acima. Como não tem Uber na cidade, os taxis cobram preço fixo para levar de um local ao outro, e olha que o preço é bem salgado. Ida e volta de Itaipu, por exemplo, nos custou R$ 100. Há muitas vans de turismo que fazem passeios, por isso que é importante pesquisar. O preço também é salgadinho.

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