Carta de amor aos meus filhos no Dia das Mães

Sempre quis ser mãe, antes mesmo de saber se um dia casaria e formaria família. É algo que vem com você. E é algo que não dá para explicar muito. Quando criança, adorava cuidar dos bebês das vizinhas e dos meus primos. Na época, era um passatempo: dava atenção, recebia atenção, dava amor, recebia amor.

Pois com 28 anos, me tornei mãe do Mateus. E se lá na minha infância eu não tinha medo de choro nem manha, durante a gravidez tive um verdadeiro pânico só de pensar que meu bebê começaria a chorar e eu não saberia o que fazer. O instinto materno, como todo mundo diz, aflora nas primeiras noites mal-dormidas, mas o amor incondicional, não. O bebê não sai da sua barriga e você já sente aquela ligação imediata e plena. Bem pelo contrário. Você está saindo de um parto, no caso do Mateus foi natural, se recuperando das dores, com o corpo deformado e tentando amamentar aquele serzinho que chora muito. E você não sabe muito o que fazer quando ele chora. Aí você tenta de tudo. Aí passam dias, noites, meses e o que acontece? Você desvenda o seu bebê, você descobre o que ele gosta, qual seu brinquedo favorito, do que ele tem medo e das coisas que o deixa estressado. Então, você passa a amá-lo incondicionalmente.

Com 31 anos, me tornei mãe do Miguel. E o que aconteceu no intervalo de três anos entre um e outro? Muitas coisas, claro, mas a principal é: aprendi a ser mãe com o Mateus, desfrutei a maternidade com o Miguel. Até cólica, refluxo, infecções, febre, dente nascendo etc eu aproveitei. Sim, e digo que aproveitei porque sabia que ele seria o meu último filho. Sabia que o tempo não perdoaria, e que meus bebês cresceriam rapidamente.

Miguel e Mateus, meus MMs

Hoje Mateus tem oito anos e Miguel, cinco. Agradeço imensamente por ter podido e escolhido passar metade do meu dia-a-dia com eles. Não foi e não é uma decisão fácil. Envolvem sentimentos e emoções conflitantes, envolve uma organização quase espartana para dar conta do recado (ok, sou virginiana e lido bem com isso), envolve menos tempo pra mim. Mas, acima de tudo, envolve amor, cuidado, carinho, educação, participar e ver todas as etapas e as conquistas deles do nascimento até aqui. E, acima de tudo, envolve estar presente, aqui e agora.

Hoje eles cresceram, não dependem dos atentos cuidados de antes. As descobertas são outras, e o que nunca muda é o olhar, o abraço desajeitado e o beijo na cabeça (são dois meninos, lembrem-se bem), as brincadeiras corporais, o falar alto e o amor, o amor condicional no Dia das Mães e em todos os dias.

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